O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve neste sábado (20) no Vaticano, onde se reuniu com o papa Leão XIV em um encontro internacional dedicado ao debate sobre Direito. O Jubileu dos Operadores da Justiça ocorreu às vésperas da posse de Fachin como presidente da Suprema Corte e congregou representantes de associações jurídicas de diversos países, incluindo juízes, advogados, procuradores e outros profissionais da área.
Católico, Fachin assistiu ao discurso de Leão XIV, em que o pontífice disse que a justiça “não pode ser reduzida à mera aplicação da lei ou à atuação dos juízes”. Ele prosseguiu afirmando que “a justiça se concretiza quando se volta para os outros, quando a cada um é dado o que lhe é devido, até alcançar a igualdade em dignidade e oportunidades”.
Em outro trecho, ao citar ensinamentos de Santo Agostinho sobre as relações entre Estado, justiça e fé, o papa Leão XIV disse que “sem justiça não se pode administrar o Estado; é impossível que haja direito em um Estado onde não há verdadeira justiça”.
Devido à presença de numerosos peregrinos, o evento precisou ser realizado na área externa da Praça de São Pedro, com uma estrutura adequada para aproximar o pontífice dos participantes. Além do encontro com o papa, a agenda de Fachin incluiu a pregação do arcebispo espanhol Juan Ignacio Arrieta, com o tema “O operador da Justiça, instrumento da esperança”.
A viagem, custeada pelo próprio ministro, foi realizada em articulação com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
