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MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DENUNCIA BRASKEM POR CRIMES RELACIONADOS À EXPLORAÇÃO DE SAL-GEMA EM MACEIÓ

Acusação engloba crime ambiental de poluição qualificada, falsidade ideológica, crimes funcionais contra a administração ambiental e mais uma série de delitos
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O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia à Justiça Federal contra a empresa petroquímica Braskem e de 15 pessoas físicas por crimes relacionados à exploração de sal-gema em Maceió.


De acordo com a peça acusatória, apresentada à Justiça na sexta-feira (17), e que possui 390 laudas e quase 7.500 páginas de anexos, são imputadas aos denunciados condutas previstas na legislação penal, incluindo:


• crime ambiental de poluição qualificada que torna uma área imprópria para ocupação humana (art. 54, §2º, I, c/c o art. 58, I, da Lei nº 9.605/98);


• a apresentação de estudo ambiental falso, incompleto ou enganoso (art. 69-A, §2º, da Lei nº 9.605/98, Lei de Crimes Ambientais);


• a exploração de bens pertencentes à União sem a devida autorização (art. 2º da Lei nº 8.176/91, Lei de Crimes contra a Ordem Econômica);


• o dano qualificado a patrimônio público (art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal);


• falsidade ideológica (art. 299, do Código Penal);


• a concessão irregular de licença ambiental (art. 67 da Lei nº 9.605/98); e


• crimes funcionais contra a administração ambiental (art. 66 da Lei nº 9.605/98).


O MPF também requer o levantamento do sigilo processual e a juntada de novos documentos.


Em razão do sigilo ainda decretado, o MPF não disponibilizará a denúncia e nem demais informações constantes no Inquérito Policial.


Por se tratar de denúncia criminal, cabe à Justiça Federal decidir sobre o recebimento da peça acusatória e o prosseguimento do processo.


O acidente geológico em Maceió ganhou contornos dramáticos a partir de 2018. A exploração do mineral sal-gema causou a instabilidade no solo, fazendo com que houvesse afundamento nos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol. Milhares de imóveis tiveram a estrutura comprometida, e a estimativa é de que mais de 60 mil pessoas tenham sido impedidas de morar nas regiões, por questões de segurança.


Informações: Assessoria de Comunicação Social / Procuradoria da República em Alagoas