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PUC MINAS SEDIARÁ II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LITERATURAS DOS PAÍSES AFRICANOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Evento presencial e remoto síncrono tem inscrições gratuitas até 31 de julho e será realizado no início de setembro
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Entre os dias 9 e 11 de setembro, o Programa de Pós-graduação em Letras da PUC Minas promoverá o IIº Seminário Internacional de Literaturas dos Países Africanos de Língua Portuguesa (SILAS), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Agostinho Neto (UAN), de Angola, Universidade Eduardo Mondlane (UEM), de Moçambique e a Universidade de Lisboa (UL), de Portugal.


Com o tema Tempos, espaços, mediações, o evento será realizado no Campus Coração Eucarístico e reunirá pesquisadores, estudantes e interessados em torno de reflexões sobre as relações entre experiência cognitiva, estética e conhecimento sensível, com especial atenção à produção literária africana de língua portuguesa.


A programação contará com minicursos, simpósios, homenagens e mesas-redondas. O evento se consolida como um importante fórum internacional de discussão sobre os modos de produção, circulação e recepção das literaturas africanas e suas relações com outros sistemas literários e estéticos.


A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site oficial do evento.


Sobre o evento


O IIº SILAS almeja refletir sobre como as literaturas dos países africanos de língua portuguesa reconfiguram o pensamento sobre a experiência estética e, sobretudo, de intersubjectivação. Como é que essas literaturas convocam as potências do corpo e da mente na construção de modos perceptivos de pensar o homem e o mundo? Como é que pensam a politização da arte? Como se relacionam com a peculiar força cognitiva e produtiva do corpo? Como se relacionam com outros modos de conhecer e produzir o mundo, a natureza? Como é que as literaturas se realizam como processo de intersubjectivação nos países africanos de língua portuguesa?

Essas indagações ecoam algumas das motivações para a criação mesma do SILAS. A primeira delas é a de fomentar o interesse de estudantes de Educação Básica, Graduação, Mestrado e Doutorado pela pesquisa científica em torno das produções estéticas dos países africanos de língua portuguesa, e publicar material analítico e crítico sobre essas produções estéticas, que possa ser disponibilizado amplamente para o público interessado. A segunda é de, em consonância com a Base Nacional Curricular Comum – BNCC (Brasil, 2018) e com a Lei nº 10.639/2003, atuar ativamente na construção de metodologias que permitam a inclusão, no currículo oficial da Educação Básica, da temática histórias e culturas africanas e afro-brasileira, por meio da garantia, a alunos e professores, de acessibilidade a conteúdos e conhecimentos relativos às produções estéticas dos países africanos.

 

Por fim, o II SILAS também almeja contribuir com as ODS Adjacentes propostas pelo Governo Federal, especialmente a ODS 18 – Igualdade étnico-racial. Na Dimensão Social, o objetivo da ODS 18 é “eliminar o racismo e a discriminação étnico-racial, em todas suas formas, contra os povos indígenas e afrodescendentes”. Corolário a esse objetivo estão as intenções de eliminar todas as formas de violência contra povos indígenas e afrodescendentes nas esferas pública e privada; promover a reparação integral das violações socioeconômica e cultural desses grupos, especialmente os integrantes de comunidades tradicionais, garantindo-lhes o direito à memória, à verdade e à justiça; e ainda, proteger o patrimônio cultural, artístico e religioso desses grupos étnico-raciais, suas memórias, as histórias de seus ancestrais e suas linguagens artísticas. O II SILAS pode contribuir para fortalecer a identidade das comunidades tradicionais afrodescendentes, uma vez que pode recuperar parte de uma memória e de uma história africana que, em alguma medida, as informam, acrescentando ao seu patrimônio cultural saberes artísticos e religiosos que alimentam os processos de hibridização que as constituem. Naturalmente, esses saberes podem contribuir para fortalecer as identidades das comunidades tradicionais afrodescendentes brasileiras, o que pode impactar positivamente sua realidade, a qualidade de sua educação e sua qualidade de vida, a diminuição das desigualdades pelo reconhecimento de suas formas de comunicação e arte, em prol de uma convivência mais pacífica na sociedade.


Movimento político-pedagógico


Advogado e professor de Direito, mas com formação universitária também em Letras e Filosofia, o jurista Bruno Roger Ribeiro falou sobre a importância do evento. "O SILAS representa mais do que um seminário acadêmico: trata-se de um movimento político-pedagógico que articula estética, memória e justiça social. Quando a literatura africana de língua portuguesa entra no centro do debate universitário, ela recoloca o sujeito negro, colonizado e diaspórico como protagonista de sua própria narrativa, o que é profundamente transformador. No Direito, chamamos isso de efetivação simbólica de direitos culturais e de reparação histórica não apenas por via institucional, mas também por via epistêmica", discorreu. 


Para Ribeiro, a proposta do SILAS dialoga com a Lei nº 10.639/2003, mas vai além dela. "Ao buscar metodologias para incluir as literaturas africanas nos currículos da educação básica, o seminário atua diretamente na formação de uma cidadania crítica, plural e descolonizadora. A promoção da ODS 18, voltada à igualdade étnico-racial, mostra como os Direitos Humanos não estão apenas nos tribunais ou nas leis, mas também nas salas de aula, nos livros, na oralidade e na arte. Como alguém que transita entre o Direito e a Literatura, percebo com clareza que eventos como o SILAS dão corpo àquilo que o Direito nem sempre consegue fazer sozinho: escutar o outro fora da estrutura hegemônica do discurso jurídico. As literaturas africanas, em sua pluralidade, oferecem ao campo jurídico um convite à escuta, à empatia e ao reconhecimento das múltiplas formas de existir, resistir e narrar o mundo", disse o jurista. "É uma alegria ver a PUC Minas, minha alma mater, sediar um evento de tamanha densidade crítica e relevância cultural. É, sem dúvidas, um orgulho acadêmico e afetivo", comemorou.

Eixos Temáticos:

  • Os 50 anos de independência 
  • Literaturas dos países africanos de língua portuguesa na pós-independência
  • A historicidade das literaturas dos países africanos de língua portuguesa
  • O ensino de literaturas dos países africanos de língua portuguesa
  • A crítica literária dos países africanos
  • Estudos comparados de literaturas dos países africanos
  • Diálogos Interartes: A Interseção das Literaturas Africanas e Afrodiaspóricas
  • Literaturas, culturas e tradições orais
  • Escritas de mulheres

 

Presenças internacionais confirmadas:

 

Profa. Dra. Ana Paula Tavares – Universidade de Lisboa (Portugal)

Prof. António Fonseca – Memorial Agostinho Neto (Angola)

Profa. Dra. Carla Indira Semedo – Instituto do Patrimônio Cultural de Cabo Verde

Conceição Lima (escritora) – São Tomé e Príncipe

Dina Salústio (escritora) – Cabo Verde

Prof. Dr. Francisco Noa – Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique)

Profa. Dra. Inocência Mata – Universidade de Lisboa (Portugal)

Prof. Dr. Luís Kandjimbo – Universidade de Witwatsrand de Johannesburgo (África do Sul)

Profa. Dra. Odete Costa Semedo – INEP (Guiné-Bissau)

Ungulani Ba Ka Khosa (escritor) – Moçambique

 

Presenças nacionais confirmadas:

 

Profa. Dra. Carmen Tindó Secco – UFRJ

Profa. Dra. Maria Nazareth Fonseca – PUC Minas / UFMG

Prof. Dr. Sílvio Renato Jorge – UFF

Profa. Dra. Simone Schmidt – UFSC

Profa. Dra. Tânia Lima – UFRN

Profa. Dra. Vilma Lia de Rossi Martin – USP

Profa. Dra. Rosângela Sarteschi - USP